segunda-feira, 5 de julho de 2010

Cicatrizes incuráveis

 Naquelas tardes distraídas, cada gesto me entregava, por quanto tempo eu poderia esconder um segredo? Não sei...até hoje.
Já cometi muitos erros e todos não pude dar um " jeitinho". Não podia ser hipócrita, não daquele jeito.
Até onde alguém consegue perdoar? Foi nisso que eu tinha pensado naquele dia e já faz tanto tempo que nem lembro direito dos motivos, só lembranças das brigas. Mas o que teria acontecido se eu não tivesse dito " não vou te perdoar ". Forte heim? Não pareceu assim na hora. Depois, cada agulhada era um pouco da minha vingança, que nem teve efeito e só piorou as coisas que já estavam ruins. Dois anos. Te vi ontem, não me pareceu ter mudado..muito.
Mesmo jeito mandão, mesmo olhar malicioso, mesmo sorriso branco, mesmo jeito"......"é.
Mas agradeço todos os dias por não ter cedido ao meu lado ruim, por não ter cometido mais erros comigo mesmo e por ter te tirado de uma vez por todas de pelo menos uma parte da minha vida, porque ora essa, eu estou aqui falando de ti! E tu nem mereces, mas como tu me conheces melhor do que ninguém sabe o que cravou no meu peito, com ferro quente, em brasas.
Mas como diz minha mãe: " Quando casar sara!"
Certo mãe, vamos esperar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

[ESCRITA LIVRE] O que devemos pensar aqui?

Por que não é possível usar interruptores para ativar nosso humor diário? É tão cansativo trocar de caretas Feliz Triste Raivoso ...